Diário de bordo da chegada a Índia
Estava no convés, sentado de frente da janela a escrever-te, quando, de repente os marinheiros do barco começaram a correr de um lado para o outro. Pensava que era outra tempestade.
Sem saber o que se estava a passar deixei-te em cima da mesinha e corri para a proa aonde se concentrava a maioria da tripulação.
-O que se passa?
-Olha…
E apontou com o dedo para o horizonte, olhei, via-se uma costa, não tinha certeza se era calecut, mas o marinheiro do Rei de Melinde afirmou que era.
Apesar da distância conseguia-se ver que a costa era uma praia e que ao fundo tinha uma floresta.
No barco as pessoas estavam tão alegres que se esqueceram de tudo o resto.
Depois de toda aquela euforia, Vasco da Gama disse:
-Voltai aos vossos postos de trabalho!
Voltamos, eu fui preparar as velas.
Já perto da costa reparei que estavam casas no meio da floresta e que tinha algumas pessoas na praia.
Até que grita Vasco da Gama:
-Lançar ancora!
Lançaram a ancora, enquanto eu e um marinheiro preparávamos os botes para chegarmos a costa.
Quando chegamos a terra firme, apanhamos um susto valente. Estava-mos rodeados por indígenas. Não estavam com cara de querem fazer amigos. Fomos levados ao representa-te deles sem saber o que esperávamos.
O marinheiro do Rei de Melinde disse para ter-mos calma. Mas apesar daquelas palavras ele era o único que estava calmo.
Fomos apresentados, o marinheiro do Rei de Melinde disse:
-Olá Governador, este é o povo Português que acaba de chegar de uma viagem que durou quase um ano.
Só para descobrir o caminho marítimo para as suas terras tão belas.
O representante dos indígenas, ficou admirado e disse:
-Soltai esse povo que não esta muito bom de saúde.
Depois deste pequeno mal desentendido, fomos todos a beira de Vasco da Gama:
-Podeis descansar povo português, ide tratar da vossa saúde.
Eu que estava com alguns problemas na minha saúde oral.
Depois de todos estarem devidamente medicados, voltamos para junto de Vasco da Gama.
O Governante chamou-nos desse-nos para o seguirmos.
Entramos numa sala enorme estava uma mesa cheia de comida, ele disse:
-Servirdes-vos a vontade!
Depois de ter passado quase um ano sem comer alimentos frescos, finalmente estava a jantar, estava óptimo. Depois de Jantarmos, o governador disse:
-Um brinde aos portugueses!
Nos agradecemos por a comida e pela excelente hospitalidade.
Depois de uma noite bem dormida, tivemos de arranjar as naus que não estavam em bom estado, por causa de todos os contratempos que passamos.
Chegou a hora da despedida já com as naus arranjadas, Vasco da Gama disse:
-Obrigada por nos ter recebido muito bem, a sua hospitalidade foi maravilhosa.
O povo de Calecut que estava na praia, estavam a acenar